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Tu...

Tu que ainda não sabe mas um dia vais estar aqui, do meu lado...
Tu que demoras a chegar, mas tenho certeza que chegarás na hora certa, nem tarde e nem cedo...
Tu que nem sonha, mas um dia terá alguém que fará de tudo pra que sejas a pessoa mais feliz do mundo...
Tu que nunca terá dúvidas de que és amada e que tua falta é sentida e repudiada...
Tu que sonha comigo sem nunca ter visto meu rosto sequer uma vez...
Tu que diz que não tem pressa, mas conta as horas que faltam pra minha chegada...

Ainda não cruzamos nossos rumos, quando acontecerá eu não sei, mas vai acontecer, tem que acontecer. Enquanto isso sonhamos um com o outro e vivemos até o dia em que tudo vai dar certo e, pro resto da minha vida, eu vou te fazer ver que nada me fez feliz como tu.

Quem vai limpar o quarto de Diego Rocha?

Pois é, quem se habilita? Esse post marca o fim de um ciclo, a partir de agora tudo muda na minha vida. Atitude, modo de encarar as coisas, prioridades em relação a coisas e pessoas... Eu acho que finalmente entendo que o ser humano não é verdadeiro em longo prazo. Querem um conselho? Não façam promessas e juras que não tem como manter.

Sinceramente eu estou cansado, de tudo e de muitos. Daqui pra frente eu vou viver primeiramente por mim e pra mim, já passei muito tempo vivendo a vida de outras pessoas e tá na hora de viver a minha, pois aparentemente eu sou uma das únicas pessoas com quem sei que posso contar sempre.

Quem me diz pra continuar correndo são os mesmos que me arrancaram as pernas, os que me criaram são os mesmos que me destruiram, então a partir de agora posso dizer com todas as letras, Juca morreu!

Confessando

Ele vagava em meio a abraços e afagos, coexistia entre teorias e hipóteses e tudo sempre lhe parecia tão remoto e superficial. Fazia de tudo para que algum dia pudesse vir a sentir algo verdadeiro, algo que lhe tirasse um pouco os pés do chão e o atirasse de peito aberto contra as nuvens.

Em sua volta sorrisos brotavam como campos que a primavera vem florir, a alegria bailava e se exibia numa tentativa da vida de ensiná-lo a sorrir. O desconforto e a estranheza cabiam na palma da mão e as palavras brincavam de ciranda em sua mente, qualquer indício de exclusão não ganhava a batalha contra a razão mas a emoção insistia em agir diferente.

Ele só queria algo ou alguém que o libertasse da prisão de insegurança em que se encontra seu coração. Hoje ele sonha em andar de mãos dadas, com um sono abraçado ao pé da árvore e com beijos roubados em meio a sorrisos e afagos. Ele sonha em ter alguém que o receba sorrindo, alguém que ele possa se deitar e observar dormindo.

Seu passado era tão incerto quanto o futuro e sua sorte tão constante quanto o próprio tempo, suas vontades encarceradas entre muros de rocha forte que não se abala com o vento. Ele sabia que o que sentia era certo mas mesmo assim se culpava, ele sabia que o que nutria era belo mas não mostrava, ele sabia que tudo podia acontecer se ele arriscasse e tentasse, ele só não sabia se um dia ia ter forças pra arrancar de si o disfarce.

Abração do Juca

Enquanto isso...

A Lonely September

I'm sittin' here all by myself
just tryin' to think of something to do
Tryin' to think of something, anything
just to keep me from thinking of you
But you know it's not working out
'cause you're all that's on my mind
One thought of you is all it takes
to leave the rest of the world behind

Well I didn't mean for this to go as far as it did
And I didn't mean to get so close and share what we did
And I didn't mean to fall in love, but I did
And you didn't mean to love me back, but I know you did

I'm sittin' here tryin' to convince myself
that you're not the one for me
But the more I think, the less I believe it
and the more I want you here with me
You know the holidays are coming up
I don't want to spend them alone
Memories of Christmas time with you
will just kill me if I'm on my own

Well I didn't mean for this to go as far as it did
And I didn't mean to get so close and share what we did
And I didn't mean to fall in love, but I did
And you didn't mean to love me back

I know it's not the smartest thing to do
we just can't seem to get it right
But what I wouldn't give to have one more chance tonight
One more chance tonight

I'm sittin' here tryin' to entertain myself with this old guitar
But with all my inspiration gone it's not getting me very far
I look around my room and everything I see reminds me of you
Oh please, baby won't you take my hand
we've got nothing left to prove


Well I didn't mean for this to go as far as it did
And I didn't mean to get so close and share what we did
And I didn't mean to fall in love, but I did
And you didn't mean to love me back, but I know you did

And I didn't mean to meet you then
we were just kids
And I didn't mean to give you chills
the way that I kiss
And I didn't mean to fall in love, but I did
And you didn't mean to love me back but I know you did
Don't say you didn't love me back 'cause you know you did
No, you didn't mean to love me back
But you did

Hoje

Hoje a culpa toma conta de mim e me leva a crer que não mais honro com meus valores e princípios. Hoje minha consciência resolveu me apontar o dedo e se pôs a julgar o que antes lhe parecia tão espontâneo. Hoje já não sei mais o que me separa da plenitude, sou um aglomerado de dúvidas que cresce e sufoca os fundamentos de minhas ações e me impede de caminhar com minhas próprias pernas.

Hoje sinto minhas mãos atadas pela covardia, minha garganta guarda um grito desesperado que ecoa preso e abafado pelo meu medo de fracassar. Hoje me pego olhando pra trás e desejando voltar, desejando poder refazer tudo que achava ter feito certo e com isso cristalizar um futuro mais perto de tudo que eu pensava que iria me ferir.

Hoje eu embalo meus sonhos e alimento esperanças que no horizonte se perdem do alcance da minha mão. Hoje não lembro dos dias em que não tive vergonha, dos dias que ousei arriscar sem medo e senti por instantes entre os dedos a sensação de quem confia na vida e aprende que cada partida é uma nova oportunidade pra recomeçar.

Hoje eu hesito em procurar a verdade, adormeço em meio a minhas ilusões e seguranças, enquanto lá fora a chuva dança e banha todos aqueles que mostraram suas cartas, saciando assim a sede dos que não temem seu coração. Hoje a urgência só me frustra e meu coração não cala, só a febre me esquenta nesse inverno rigoroso e o silêncio ensurdecedor me faz um caronista nervoso, perdido sem saber onde irá parar.

Hoje eu gostaria de poder tornar reais meus sentimentos, deixar minhas palavras serem levadas pelos ventos, voando alto até encontrarem pela primeira vez o seu verdadeiro destino. Hoje crescem e morrem em mim jardins esperando pra serem regados, campos inteiros que não cansam de ser negligenciados, e vez após vez sucumbem na esperança de ver seu terreno florir deixando como lembrança apenas o vazio de sua partida.

Hoje eu acordei pensando que tudo ia ser diferente, pensando que a mudança me acompanharia daqui pra frente e que o passado nunca mais se tornaria o presente. Hoje, só hoje, eu queria te dizer tudo que planejei e escrevi, cada palavra que juntei desde o momento que te vi mas, como ontem, me acovardei e novamente guardei no fundo do meu coração a prova de que não é em vão o amor que me mantém aqui.

Abração do Juca

Têm Noites Que...

Têm noites que eu me escondo do escuro
Têm noites que o choro se agarra na garganta e não quer sair
Têm noites que o ar parece fugir de mim
Têm noites que o som do meu corpo me apavora
Têm noites que eu desejo não ter desejos
Têm noites que o papel parece temer a caneta
Têm noites que tudo que eu quero é ver o dia
Têm noites que meus olhos se esquecem de fechar
Têm noites que a guitarra chora mais que o comum
Têm noites que eu vejo harmonia na minha desorganização
Têm noites que eu me sinto tão longe do plural
Têm noites que tenho medo de sonhar, pois sei que eles podem se realizar
Têm noites que a solidão é irresistível e quase irreconhecível
Têm noites que a esperança passeia debaixo do meu nariz
Têm noites que eu quero esquecer todas as noites que já perdi aqui
Têm noites que eu tenho vergonha de encarar meus pensamentos
Têm noites que eu finjo que posso te ouvir, pois isso me acalma
Têm noites que eu durmo ao lado da sua foto, e isso lava minha alma
Têm noites que eu risco um traço na parede e espero pacientemente o dia que verei a noite passar ao teu lado...

Abração do Juca

Entre a Escuridão e a Epifania

Ajoelhado em frente ao pecado e fitando o céu negro, os punhos cerrados e um nó na garganta que aos poucos vai cedendo às investidas de uma força que contesta e não hesita ao marchar em combustão, queimando o ar e calando a voz de um corpo que clama por redenção.

Justiça é uma palavra que parece não fazer sentido para quem nunca viu ela ser cumprida. E o bem e o mal rolam dados pra decidir quem mancha a espada e quem perfura o coração. Um pensamento certo na hora certa pode te livrar da incerteza e da perdição.

E é quando esse momento chega que se deve decidir se deseja passar os restos dos dias assistindo a vida passar ou quer realmente mostrar que faz parte dela. Nenhuma felicidade será suficiente, nenhum calor te aquecerá e amor nenhum te completará enquanto você não souber o valor que eles possuem.

O medo de pecar e a vergonha de sonhar são mais repreensíveis que o fracasso e a decepção, pois te atam as mãos, vendam os olhos e não te deixam nenhuma lição. Viver é não ter que se limitar a vagar em seu próprio corpo, por isso dê o seu amor sem medo, você sempre será capaz de tornar a amar. Compartilhe o seu conhecimento, o saber não é uma posse, mas uma chama que deve queimar alimentando cada vez mais fogueiras. Não se iluda com a tentação do egoísmo, o seu peito pode acolher tantas moradas que seria um desperdício habitar ele sozinho.

Você querendo ou não o tempo vai passar, o mundo vai girar e as pessoas continuarão a andar, agora depende de você decidir se vai ficar parado e ver rostos chegarem e partir ou vai caminhar também, se permitir ir além do que a estrada permitir.

Dê uma chance pra vida, encare o mundo com um sorriso no rosto e vislumbre uma era permeada pela harmonia. O futuro é tão incerto pra você sofrer por ele agora, tudo é especulação e nada é fato enquanto não chega a sua hora, e ninguém nesse mundo está condenado a viver em agonia.

Abração do Juca

Apedrejando o Mar

Abraçar o mundo nunca foi minha maior ambição, o peso do mundo é demais para os meus braços cansados. Eu quero apenas poder abraçar quem eu amo e sentir de perto o calor, esquecer por um momento como é sentir dor e lembrar da sensação de ter os lábios beijados.

Não importa quanto eu tente, o tempo não vai para e me ensinar a viver, as lições vão vir com os tropeços no caminho e mesmo que machuque ter que me levantar sozinho, enquanto eu estiver de pé não terei do que me arrepender.

A covardia que segura minhas palavras me arranca das mãos todos os sonhos que cultivei, as minhas memórias não passam de injúrias do tempo que vez ou outra ardem me fazendo lembrar cada passo em falso que dei.

Eu invejo os peixes como o enfermo inveja o são, pois vivem livres da maldição de lembrar dos erros que cometeram. Nadam isentos do medo e da desconfiança e em cada embalo de sua dança empurram pro fundo do mar cada vestígio dos dias que já viveram.

Abração do Juca

Trincheiras de Nanquim

A tinta me liberta e me alivia de uma noite que me sufoca e me condena. O papel que não resiste a meus brados se mantém borrado e segue praguejando contra a caneta. Palavras desconexas se unem na batalha travada entre meus pensamentos, e parágrafos se tornam tropas marchando rumo à linha de tiro.

No meio do fogo cruzado assisto cada vez mais meu coração ser manchado, pingando tinta vermelha e sangue preto pelos buracos de bala e o barulho ensurdecedor que não se cala e me deixa cada vez mais apavorado.

Ao escrever deixo meu coração falar tudo o que ele pensa ser importante para eu saber, pois há tempos ele bate apressado e forte, e ouvi-lo se tornou um esporte que minha razão insiste em não querer praticar.

Ao virar a página encontro um novo campo de batalha, pronto para virar o cenário de mais uma batalha entre meu super ego e meus instintos, que apesar de habitarem o mesmo lugar, insistem em produzir sentimentos tão distintos viajando em meus neurônios em forma de navalha.

Fecho o caderno esperando cessar fogo e deixando a paz invadir meu ser, escondo toda e qualquer injúria e sigo em frente colecionando cicatrizes de guerras que não pude vencer. De nada adianta tanta lamúria se um dia todos nós sucumbiremos perante a terra que nos acolherá quente e discreta nos impedindo de correr. Cessando assim um eterno ciclo de entrega -> decepção -> sofrimento -> indignação -> indiferença -> vazio -> entrega...

Calando a voz que grita em silêncio, apagando a tinta que mancha em tom de lamento e paralisando o coração que pinga em sofrimento.

Obs.: Um grande agradecimento a Cristine, por ter feito a trancrição do texto para mim enquanto eu comprava comida no posto.

Abração do Juca

Exalando Covardia

Sou um sentimento errante, um contraste ambulante que vagueia por entre a multidão, espalhando o ódio sem hesitar sempre acabo agarrado ao calcanhar de quem um dia a mim estendeu a mão.

Mais uma vez a covardia bate a minha porta, arrancando de mim toda segurança e certeza que outrora fui capaz de conquistar. E a coragem, insiste em me visitar nos momentos mais inoportunos, me soprando aos ouvidos palavras de conforto em meio à solidão. Nada parece estar no seu devido lugar, tudo passa e nada fica além desse triste vazio em meu olhar.

A inércia age sobre meu corpo mantendo-o num estado sempre constante, enquanto meus instintos continuam adormecidos e o coração falsamente aquecido, assisto meus anseios fugirem de minhas mãos cada vez mais distante.

A vida me cansa e eu canso da vida, estou sempre presente em corpo e ambição mas ausente de palavras e convicção, no dia me faltam horas pra tentar reverter os danos sofridos, arrancar de meus pulsos todos espinhos, e finalmente curar a ferida.

Se eu ao menos falasse um pouco do que penso talvez o meu céu tivesse mais cor, mas costuro minha boca com acalentos e linha que nunca cederão a força de meu alento, que hoje em dia é brisa mas outrora já foi vento soprando tímido e carente esvaindo seu calor.

Abração do Juca

We Came Here To Die

Fodam-se as pessoas.
Fodam-se os sentimentos e tudo que nos torna humano.
A partir de agora vou viver pela matéria e ser enterrado num caixão cheio de pequenas gavetas!
Levarei comigo tudo que me afasta da razão, tudo que me faz pagão e tudo que me atira a sarjeta.
“Festas em que estive ninguém me viu atirar bolo aos peixes!” – Claro que não, é tão conveniente não enxergar, simplesmente nadar a favor da correnteza.
Por isso parto, parto em direção a tudo que não preciso e que nunca terei, de olhos vendados e mãos atadas, sigo as coordenadas de tudo que possa vir a me condenar.
Em terras pantanais e frias o que mais pode me esperar além de amor e alegria?

Abração do Juca

O Legado de um Cavaleiro Caído


Era primavera no Reino de Liv e o vento soprava calmamente entre as árvores e riachos que adornavam o lugar. Liv era um reino rico e próspero e nessa época do ano tinha plantações e moinhos funcionando a toda capacidade, e não raras eram as festas e banquetes que aconteciam para toda a população.

Liv atraía os olhares invejosos de reinos vizinhos, graças a sua prosperidade e pela visível qualidade de vida de seus moradores. Liv possuía também o maior e melhor treinado exército da região, visto que era constantemente visada por andarilhos e vagantes que desejavam estabelecer moradia dentro de seus portões.

Todos os anos o exército fazia uma apresentação pro povo que residia em Liv, arqueiros exibiam sua maestria com as flechas, a cavalaria impecável com seus cavalos num trote sempre em harmonia, catapultas e equipamentos de guerra esculpidos a mão com detalhes em ouro desfilavam imponentemente pelas ruelas do reino, ao som dos gritos e saudações de quem os observava. Mas a atração principal era o cavaleiro Hjerte que marchava a frente de todo exército, conduzindo-os durante a marcha Hjerte era mais alto e forte que qualquer outro cavaleiro já visto, todos o admiravam por sua força e coragem, e enquanto passava meninos e homens brilhavam os olhos diante dele, sonhando um dia ser igual ao grande guerreiro.

Hjerte usava uma armadura negra que cobria todo seu rosto, inclusive sua face, todos se perguntavam do que ela seria feita, muitos a chamavam de Fjaer, uma ironia levando em conta o significado da palavra. Nunca ninguém o viu sem Fjaer e há rumores de que ele não seja um simples humano, devido a sua força descomunal que nunca lhe deixou sair de uma batalha derrotado. Sorg é o nome de seu cavalo, coberto por uma crina negra e brilhosa contrastante com olhos grandes e vermelhos, cavalga como se orgulhoso por levar tal guerreiro em seu lombo. Hjerte empunhava Usikkerhet, sua lança, num tom vermelho quase negro, alguns dizem que pode matar qualquer ser vivo apenas com um toque. Muitos assoviavam e atiravam flores ao seu colo, e ele quase que petrificado continuava liderando seu exército.

Hjerte não era um cavaleiro comum, e seus serviços só eram requisitados em caso de extrema necessidade, não agradava ao Rei de Liv o fato de não poder contar com Hjerte sempre, mas como não podia se dar ao luxo de esbanjar tal herói, se submetia a vontade dele.
Hjerte morava sozinho num vale perto de Liv, longe de qualquer moradia ou estabelecimento, pois gostava da solidão e da privacidade que lhe sempre foi peculiar. À noite, iluminado apenas pelos satélites naturais e vaga-lumes, Hjerte se banhava ao leito do rio, depois de ter se certificado que ninguém estava a sua volta a lhe espionar.

Algumas semanas depois do festival do exército Liv foi atacada por um grupo de Venns, guerreiros mercenários que vagam por reinos a procura de dinheiro e tesouros. O exército de Liv foi capaz de se defender mesmo sem a ajuda de Hjerte, mas um estranho testemunho foi dado por um Venn capturado em batalha. Eles tinham sido contratados por um Mago chamado Ensomhet, e a ordem era matar Hjerte a todo custo, para que Ensomhet, livre da ameaça do cavaleiro, pudesse tomar Liv. Apesar de subjugados o Venn capturado alertou Liv de uma possível ameaça, caso eles falhassem em sua missão, Ensomhet o próprio atacaria Liv visando matar Hjerte.

Então um mês depois do incidente com os Venns, durante um treinamento que Hjerte ministrava com o exército no meio do reino, Ensomhet surge montado em seu dragão Alltid, acompanhado de guerreiros montados em javalis que tomaram rapidamente a citadela. Ensomhet, como havia prometido, partiu na direção de Hjerte, que ajudava os cavaleiros a conter os invasores. Os arqueiros, que estavam a postos nas torres, alvejaram Alltid e nuvens de flechas pareciam não ter efeito nenhum na couraça dura e resistente.

De longe Ensomhet já massacrava Hjerte com magias de todos os elementos, que Sorg com toda sua agilidade evitava e continuava correndo enquanto Hjerte pensava em um jeito de atacar o Mago alado.
Foi então que num deslize de Sorg, que atropelou um javali que jazia morto no chão, Hjerte veio ao chão e rapidamente se tornou vulnerável aos ataques de Ensomhet. Neste momento Ensomhet conseguiu atacar Hjerte com uma rajada de vento tão forte que foi capaz de arrancar parte da armadura de Hjerte, deixando seu corpo desnudo frente a multidão perplexa, que pela primeira vez observava tal cena.

O tempo pareceu parar, os que olhavam a cena incrédulos esfregavam seus olhos, como se estivessem sob o efeito de algum feitiço que fizera seus olhos os traírem. Ali, ajoelhado em meio ao campo de batalha, estava o verdadeiro Hjerte, um homem magro e pálido, castigado pelo tempo. Mas o mais incrível, que fez até mesmo Ensomhet balbuciar alguma praga, foi a revelação do que se escondia debaixo de Fjaer, no meio do peito de Hjerte, pulsando sem parar, ao ar livre e vermelho como sangue, estava o coração de Hjerte, vulnerável a qualquer ataque, exposto a luz do sol.

Depois de retomar sua consciência e se voltar ao seu objetivo, Ensomhet desferiu o ataque final e com uma lança de gelo penetrou o coração de Hjerte. No mesmo momento que seu coração foi invadido, Hjerte sentiu seu corpo sendo tomado por uma força estranha, e como numa intervenção divina, Hjerte e todo Reino de Liv se viu tomado por uma luz branca que cegou todos instantaneamente. Quando o clarão cessou, não se viu mais vestígios de Hjerte, Sorg, Ensomhet ou Alltid e tudo que se sentia era uma calma brisa que parecia sussurrar que a ameaça tinha passado.

No lugar da morte de Hjerte foi erguida uma estátua em sua homenagem, a estátua mostrava Hjerte montado em Sorg, e em seu peito, incrustado na réplica de Fjaer estava um diamante vermelho em forma de coração.
E o Rei ordenou que fosse feito um templo sepulcral para Hjerte, aonde todos os dias pessoas rezam e pedem para que Hjerte guie seus corações perdidos e aflitos. E tudo que sobrou de Hjerte foi a lápide que dizia:

“Aqui jaz Hjerte, que teve como rumo de sua vida a lealdade à Liv
nunca nos esqueceremos e sempre rezaremos à sua figura e exemplo
para todo sempre será lembrado e louvado como salvador de nosso Reino
onde você pisou, beijaremos
onde você se entregou, oraremos
nossas crianças carregarão sua esperança
nossas espadas carregarão sua perseverança
por você nos reerguemos, por você sempre lutaremos
aonde você estiver, sobre nós estenda sua mão
Divino cavaleiro que nos deu seu coração."

Delírios Semi-Líricos

Quando eu sumir e apenas a dor pairar no ar, se esgueirando pelas sombras e entrando pelos seus poros, não finja ter força ao me fitar com esse olhar frio, pois eu percebo pelo tremer de tuas mãos, que embaladas pelo pulsar do teu coração, denunciam que já não há mais quimeras a te embalar.

Quando as lágrimas afogarem teu peito carregando o que tiver pelo caminho, você vai desejar nunca ter conhecido alguém, pois a visão da multidão atirada aos teus pés, talvez te faça um dia entender como é viver perto de todos e mesmo assim se sentir sozinho.

Quando você quiser respirar e sentir todo o corpo falhar, lembre-se que um dia eu lhe supliquei por socorro, mas os mesmo olhos que se fecharam com o entusiasmo de me lançar esporros, hoje se agigantam com a surpresa de não possuir nos pulmões mais ar.

Quando tudo o que você acredita lhe cuspir na cara sonhos que mais parecem pesadelos, agradeça se puder ao menos acordar, pois a realidade é mais fútil e crua, porém raramente lhe deixará nua, mancando, sangrando e arrancando os cabelos.

Quando nada que você faça lhe trará de volta a nostalgia que um dia já sentiu, note que o passado era mesmo seu aliado, já que proporcionava uma espécie de anestesia, enquanto hoje o presente te angustia e o futuro guarda um amanhã cada vez mais fraco e febril.

Quando tudo isso fizer sentido e a paisagem negra parecer lhe encarar, sinta seu coração se tornando cada vez mais inóspito, pois graças a você eu passei pelo inferno da depressão, mas hoje em dia eu posso levantar minhas mãos e comemorar por saber que você não mais tornará a amar.

Abração do Juca

Desmistificando a Madrugada

Quem nunca quis, ao menos uma vez, poder gritar pro mundo inteiro ouvir, botar pra fora todo ar dos pulmões e dizer com seu brado para todas as multidões que a partir de hoje você deixará de existir. Quem nunca teve um dia onde nada faz sentido, todos te ignoram e o mundo te esqueceu, um dia onde você é Deus num mundo de ateus cegos e hipócritas afogados em ceticismo.

Quem nunca quis ter asas pra voar num céu vermelho, contemplar de cima nosso mundo autista, egocêntrico e chauvinista, cuspir em todos que estiverem ao alcance da vista, e expor o segredo contido nas nuvens feitas de gelo.

Quem já se acostumou a viver apanhando do destino finge que com ele tudo é diferente, sorri todos os dias pra ver se ainda possui dentes, não por estar contente, mas por se envergonhar de ainda ser menino. Quem jura ser feliz simplesmente por viver não conhece a felicidade, se contenta em respirar sua pseudo forma de amar banhada em nevoeiros de futilidade.

Quem nunca sentiu o peito doer sem saber de onde vem a dor, sentir o ar lhe sufocar a garganta e te privar de inspirar a esperança que aos poucos escapa por entre as nuvens de veneno e vapor. Quem alguma vez já ousou desafiar os caprichos do coração, negar o sofrimento que ele possa causar, quando muitas vezes em apenas um olhar ele se joga de braços abertos mergulhando rumo a perdição.

Quem nunca assistiu inerte o tempo escorrer por entre os dedos, se sentir impotente e amputado frente ao baile das estações, enquanto apenas corvos e espantalhos habitam as plantações impedindo a terra de criar seus arvoredos.

Quem nunca teve medo de dizer a alguém o que sente, sentiu sua presença fazer seu coração pular, o corpo suar e a boca fechar, jura que da próxima vez vai ser diferente. Quem nunca viu seu amor partir sem olhar pra trás, viu seu mundo cada vez mais encolher, todas suas inseguranças transparecer e o sentimento outrora bonito se tornar seu capataz.

Quem nunca quis dizer o que eu disse que jogue a primeira pedra, tesoura ou papel, não é nada que nunca antes fora dito, não faz parte de nenhum tabu ou mito, são apenas verdades de um grande mentiroso que nunca se sentiu tão orgulhoso de um dia ter acreditado no Papai Noel.

Abração do Juca

Vomitando sentimentos

Eu sinto falta de não ter a quem decepcionar, de poder caminhar em caminhos que eu mesmo criei, onde tudo que eu quero está ao alcance de minhas mãos, onde a música pode ser só refrão e minhas quedas e fracassos só eu assistirei. Eu sinto falta de ser alheio a sentimentos, de não dividir meu corpo com a dor, de não mendigar atenção, viver acompanhado da solidão que me assistia em todos os momentos.

Onde eu vivia o fogo não queimava só aquecia, o vento não destruía mas refrescava, a terra sustentava e não cegava e a água saciava e não afogava. Eu era livre pra poder ser egoísta, irracional, até insensível, nada que eu pudesse fazer machucaria alguém, muito menos alguém poderia me machucar, mas cometi o erro de achar que aquilo não bastava e então me entreguei à ambição, deixei que outros povoassem o meu mundo e hoje nem mais por um segundo consigo botar os pés no meu chão.

No mundo em que vivo hoje me sinto ainda mais sozinho, pois passei a viver pros outros, e talvez por viver tentado agradar os que me são queridos abdiquei da minha fragilidade, todos parecem achar que não preciso de atenção, bebem da minha água, dormem em meus leitos e cada vez mais me atiram aos abismos da escuridão.

Minha ruína é viver em um mundo de independentes, todos vivem tentando provar que não precisam de ninguém pra viver, acabo me achando cada vez mais inútil, que cada sentimento meu é fútil, e que ninguém sofreria ao me perder. Será que por tudo que fiz não sou digno de um pouco de afeto?

Eu só quero parar de gritar no silêncio de minha angústia, não quero mais viver achando que cada dia é o último, não quero mais me entregar pra quem amanhã irá me abandonar. Não quero mais viver num mundo onde todos são morcegos, se alimentam de meu sangue e voam cegos perante meus sinais de fumaça.

Eu sinto falta de viver num mundo onde eu posso correr sem vergonha, de abrir meus braços contra o vento sem medo de dar com a cara na parede. Eu sinto falta de viver num mundo sem a dúvida se mereço, onde nada tinha preço e eu amava sem receio. Eu não quero voltar a ser a pessoa que eu costumava ser, acredito que amadureci com tudo que aprendi. Ao viver sozinho eu não tinha decepções, mas também não tinha ninguém pra despejar minhas emoções. Eu só queria saber que alguém realmente se importa comigo, e que ao invés de fazer de tudo pra provar que não precisa de mim, me desse um grande abraço quando eu preciso.

Abração do Juca

Singularingolegista

EU decepcionei todo mundo que conheci por tentar fazer com que todo mundo precisasse de mim.

EU travo batalhas comigo mesmo todos os dias só para não pisar sempre no mesmo ladrilho da calçada.

EU acompanho cada Byte que ruma em direção a meu PC com a esperança que dessa vez preencha o espaço que a minha vida social não ocupa até hoje.

EU acredito realmente que o destino é um velho irônico, pois época após época ele me esfrega na cara a felicidade, me mostrando como seria bom se eu pudesse tê-la mas sempre acaba me tirando tempos depois, como um homem montado num burro empunhando uma cenoura a sua frente, fazendo desse seu joguinho a maneira de me fazer continuar.

EU nasci pra ser esquecido, muitos que me conheceram e me juraram sentimentos eternos hoje me viram o rosto na rua.

EU tenho DEUS adicionado no meu MSN, mas como ele permanentemente está como Aparecer Offline me encontro num dilema, eu falo e falo com ele mas nunca sei se ele realmente recebe minhas mensagens.

EU já me acostumei com a visão borrada que apenas me permite ver silhuetas e me impede de reconhecer rostos, afinal a dor de ser golpeado por quem você nem ao menos conhece o semblante é muito menor e dura menos.

EU sei que ao longo da vida conheci algumas pessoas que fizeram tudo valer a pena, que aos poucos constroem a colcha de retalhos que é minha vida, o único problema é que a única pessoa que vai ser aquecida por essa colcha sou EU.

EU vou passar a vida inteira resmungando, sofrendo e batalhando pra poder dizer que algum dia me senti a vontade em meu corpo, que algum dia apostei sem o jogo ganho, que algum dia olhei no espelho e fui capaz de reconhecer EU.

Mas fazer o que? Esse sou EU, sempre vivi e viverei entre cadáveres e éter, revirando órgãos e quebrando dentes quem sabe um dia acho algo que possa chamar de MEU?!

Abração do Juca

A Dança dos Sentimentos

Constantemente sinto dentro de mim algo que canta canções perdidas, e em meio a notas e compassos meu coração dança, talvez procurando por um chão ou até mesmo se esquivando da prisão contida no meu grande vazio que o ameaça.

Dentro de mim há algo que grita por liberdade, transpira sangue e lágrimas e suspira por saudade. Algo dentro de mim queima na velocidade dos trovões, arrasador como o vento e com um simples movimento queima todo oxigênio dos meus pulmões.

Sinto que meu corpo esconde a ira da Mãe-Natureza, pois consume tudo que o ameaça sem perder sua realeza. Algo dentro de mim insiste em me esconder toda a verdade, me engana e me aprisiona em uma ilusão, me deixa viver cego e atormentado sob a condição de eu satisfazer todas suas vontades.

Meu corpo aos poucos se torna pequeno e fraco perante a uma força desconhecida, que faz da minha pele sua morada, enquanto ela ainda o agrada ou até encontrar uma saída. Queria poder dizer que comando o meu corpo, mas mentir pra mim mesmo não vai me ajudar, já que cada vez está mais claro pra mim, que há alguém a me controlar.

E em meio a esse jogo de poder se encontra meu coração, dançando perdido e confuso cada vez mais aos pedaços, minha razão insiste em dizer que devo expulsar esse intruso, mas quem realmente está perdendo nesse jogo é meu coração fraco e confuso que dança perdido com você em seus braços.

Abração do Juca

Autópsiamente falando...

O que as pessoas esperam de mim? Que eu sorria e agradeça enquanto vejo minha vida aos poucos ser arrancada de minhas mãos? Não pretendo mais cobrir minhas injúrias com um sorriso acanhado, muito menos mentir tanto quanto o destino tem mentido pra mim. Viver pra ver os outros viverem perde a graça quando me vejo defronte a um ávido e faminto vampiro que me assombra a cada espelho que ouso pôr os olhos.

Sinto-me cada vez mais fino, com a alma anoréxica e o ego em crise de abstinência, atiro minha razão aos corvos que sobrevoam os restos mortais da minha auto-estima. Meus suspiros já não têm mais forças pra jogar pra longe as pestes em mim contidas que antigamente pairavam sobre jardins cobertos de insetos e crianças mal vestidas.

Cego de ambições, surdo de acalentos e mudo de sentimentos, me vejo sem sentidos, tropeçando entre moedas e alegorias que eu mesmo criei, vivendo metaforicamente e sonhando futilmente. Nada mais me satisfaz, já me esqueci como é sentir fome ou sede, meu alimento é a piedade dos que desprezam minha solidariedade.

Como agir perante a tais sinais? Não encontro saída, todo caminho é traiçoeiro e parece não levar a lugar algum, tudo que penso sentir não me deixa mais idéias a não ser pensar que morri mas a vida esqueceu de me avisar. Minha alma esqueceu-se de deixar meu corpo ou não quer encontrar a paz, meu corpo se recusa a parar e a natureza a me enterrar.

Pode ser que ainda tenha alguma missão a realizar ou algum pecado pra expiar, talvez haja algo ainda a aprender ou simplesmente é cedo para morrer. Será que alguém ainda precisa de mim? Ou eu ainda preciso de alguém? Só sei que me parece estranho um coração parar se não possui nada pra carregar.

Não gostaria de deixar este mundo sem nem ao menos uma vez ter dito Eu Te Amo, se pudesse ter um último desejo seria que todas as pessoas que amei de alguma forma tomassem conhecimento de meus sentimentos, que por medo ou covardia, nunca fui capaz de externar. E se com isso eu for capaz de arrancar, nem que seja o mais singelo dos sorrisos, eu já repousaria mais tranqüilo e menos arrependido.

Nada mais paira no ar a não ser o cheiro de formol que toma conta do lugar, entre vultos e sussurros tento imaginar o que se passa a minha volta, me sinto tonto e desorientado, muito menos consigo mensurar a quanto tempo estou aqui, mas sei que tudo começa a ficar claro e fazer sentido com a triste sensação do toque frio do bisturi.

Abração do Juca

Misfortune & Euthanasia...

Tudo começa com ele olhando à janela. Lá fora tudo se move, tudo é tão bonito e colorido, mas ele prefere observar de longe, analisar cada movimento, simular um envolvimento mediado pela janela, aonde tudo que possa dar errado, ferir ou remove-lo do seu mundo não pode lhe alcançar.

Em virtude dessa distância acabou por sonhar outros sonhos, sentir outras dores e chorar outras perdas que não as suas. Os dias e horas passavam de uma maneira diferente do que fora da janela, talvez por ser realmente outro mundo, onde as palavras têm outro peso e os vícios dançam ao som dos gritos das virtudes.

Tudo que ele precisava pra romper essa barreira, e deixar pra trás sua vida de vouyer da realidade, era algo que o ligasse e não o fizesse se sentir um estranho em outro mundo. Eis que esse dia chegou e já do outro lado da janela ele pode perceber que tudo não era como ele pensava, assim como comprar uma bíblia não o faria um cristão percebeu que não bastava ele estar ali pra realmente se sentir parte daquele lugar.

Mas então ele percebeu que nada mais o ligava ao seu antigo mundo, em que ninguém o via desejar e observar tudo como se fosse seu, e ele não precisava fingir que se importa em mudar sua condição.

E como uma ironia do destino, hoje não há um dia em que ele não passe por uma janela desejando saber que mundo se esconde atrás dela.

Abração do Juca

Caminhando sozinho

Onde eu passo a vida some, cada sonho ou vaidade se esconde e me assiste passar imponente e sem hesitar por entre aqueles que insistem em me desafiar. Não respeito a razão, em minha frente só vejo o coração dos que caem na tentação de me chamar.

Nem mesmo a física consegue me limitar, não penso duas vezes em jogar ao chão aqueles que ao menos uma vez me abrigaram, como o fogo deixo cicatrizes permanentes onde toco, mas todos que me conhecem sempre voltam a me procurar.

Prometo respostas a perguntas que ninguém pode responder, digo preencher o vazio que nada mais pode preencher, mas os que provam meu abandono acabam por perceber que o vazio nunca foi realmente preenchido e as perguntas continuam a perdurar.

Sem remorso semeio a discórdia, alimento guerras e conflitos que não justificam seus propósitos, parece não haver limites na capacidade de alguém ao tentar me impressionar, todos parecem fazer de tudo pra me provar que merecem meu olhar.

Plantei cactos onde Judas perdeu as botas, inspirei milhares de histórias e fábulas, ouso dizer que praticamente toda manifestação artística tem como intenção me homenagear, mas em contrapartida todos parecem não hesitar, ao primeiro sinal de decepção, os dedos me apontar.

Muitos fazem de tudo pra provar que não precisam de mim pra viver, que a vida é muito mais prazerosa sem ter que me procurar. Mas esses pensamentos não duram, e no final sempre acabam de joelhos me implorando pra voltar.

Eu sou aquele capaz de fazer você perceber o quanto o céu é azul, eu sou a razão de você entender o quão lindo é um sorriso, quando você caminha ao meu lado nenhuma sombra é capaz de te cobrir, cada passo te deixa mais perto de descobrir que a vida foi feita pra você desfrutar de cada momento que eu possa te proporcionar.

Não tenho um nome, os que me clamam o fazem de diferentes maneiras de acordo com o modo e distância em que eu me encontro, os que me deram as costas costumam me chamar de Desgraça, Sofrimento ou Dor, mas os que me deixaram seus passos guiar e abriram os braços pra meu abraço me chamam simplesmente de Amor.

Abração do Juca